Após semanas de aumentos expressivos impulsionados pela guerra no Oriente Médio — que elevou significativamente o preço do barril de petróleo no mercado internacional —, o ritmo de alta do diesel nos postos brasileiros dá sinais de desaceleração. Ainda assim, os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta sexta-feira (27), mostram que o litro do combustível acumula um avanço de 23,55% desde o início do conflito.
Na comparação semanal, o preço médio subiu 2,62%, chegando a R$ 7,45 por litro — uma alta mais moderada em relação às semanas anteriores, mas que ainda pesa no bolso do consumidor e no custo do transporte de cargas em todo o país.
Quando se analisa o período completo desde o início das hostilidades, o impacto fica ainda mais evidente:
- Semana de 28 de fevereiro: R$ 6,03 por litro
- Semana de 27 de março: R$ 7,45 por litro
Em resposta à escalada dos preços, o governo federal anunciou um pacote de medidas que incluiu a zeragem de PIS e Cofins sobre o diesel e a criação de um subsídio direto de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores — ações que, somadas, buscam reduzir o preço em R$ 0,64 por litro. Poder360 Paralelamente, o governo também solicitou aos estados a adoção do ICMS zero sobre o combustível, proposta que ainda enfrenta resistência de parte dos governadores.



