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Brasil domina Copa do Mundo de judô paralímpico e lidera quadro de medalhas em Tbilisi

A seleção brasileira de judô paralímpico encerrou sua participação na Copa do Mundo da IBSA (Federação Internacional de Esportes para Cegos), realizada em Tbilisi, na Geórgia, com uma performance dominante. O time verde e amarelo fechou a competição na primeira posição do quadro geral, acumulando 11 medalhas: cinco de ouro, três de prata e três de bronze. Vale destacar que todos os atletas premiados são beneficiários do programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte.

A maior parte das conquistas veio no segundo dia de disputas, na quarta-feira (25), quando o Brasil subiu ao pódio nove vezes — quatro ouros, três pratas e dois bronzes. Na terça-feira (24), a delegação já havia dado as primeiras demonstrações de força, com o ouro de Rosicleide Andrade, representante do Rio Grande do Norte, e o bronze de Danilo Gerônimo, atleta de Rondônia.

Entre os destaques femininos, a categoria acima de 70kg na classe J2 — voltada a atletas com baixa visão — reservou um momento especial para o Brasil: uma final 100% brasileira. As paulistas Rebeca Silva e Meg Emmerich se enfrentaram pelo título, com Rebeca levando a melhor. Campeã paralímpica em Paris 2024, ela garantiu mais um título importante na carreira. A italiana Carolina Costa e a uzbeque Mokhinur Parmonova completaram o pódio.

Na mesma classe J2, mas na categoria até 70kg, a paulista Alana Maldonado confirmou seu favoritismo e conquistou o ouro ao superar a turca Duygu Artar. Bicampeã paralímpica — com títulos em Tóquio 2020 e Paris 2024 — Alana segue entre as melhores do mundo na modalidade.

Já na classe J1 (atletas cegos) da categoria até 70kg, a fluminense Brenda de Freitas, medalhista de prata em Paris 2024, subiu ao lugar mais alto do pódio ao vencer a grega Theodora Paschalidou. Após a conquista, a judoca destacou a importância da preparação emocional nas competições.

“Eu já esperava uma final dura. Minha adversária me estudou bastante, assim como eu também busco evoluir a cada luta. Mesmo quando venço, volto para corrigir os erros. Consegui entrar concentrada e fazer o que venho treinando, o que nem sempre é fácil porque o emocional pesa bastante”, afirmou Brenda, que também ressaltou o valor estratégico do torneio em um ano de Mundial: “Essas competições servem para observar as adversárias, sentir o ritmo e entender melhor o que fazer e o que evitar. Isso faz muita diferença.”

No masculino, o paraibano Willians de Araújo fechou a participação brasileira com chave de ouro. Campeão paralímpico em Paris 2024 e prata no Rio 2016, ele derrotou o cazaque Yerlan Utepov e conquistou o título na categoria acima de 95kg, classe J1.

Confira o quadro de medalhas brasileiro:

🥇 Ouro: Alana Maldonado, Brenda Freitas, Rebeca Silva, Rosicleide Andrade, Willians Araújo

🥈 Prata: Marcelo Casanova, Meg Emmerich, Millena Freitas

🥉 Bronze: Danilo Gerônimo, Erika Zoaga, Felipe Amorim

 

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